Amigas seguidoras, fazendo minhas pesquisas a respeito da COLESTASE encontrei esse artigo da revista neurociencias muito interessante sobre uma das complicações mais debilitantes e angustiantes da COLESTASE o PRURIDO.
RESUMO
Prurido é um sintoma comum e complexo. Mais do que qualquer outra modalidade sensitiva ele é influenciado pelo
estado emocional e por alterações ambientais. Prurido resulta de ativação direta dos nociceptores na pele em resposta à lesão tecidual e está associado à ativação dos receptores opióides no sistema nervoso central. Avanços recentes no entendimento dos mecanismos que levam à sensação de prurido têm permitido medidas terapêuticas mais efetivas, especialmente nos pacientes com colestase.
Prurido é um sintoma comum e complexo. Mais do que qualquer outra modalidade sensitiva ele é influenciado pelo
estado emocional e por alterações ambientais. Prurido resulta de ativação direta dos nociceptores na pele em resposta à lesão tecidual e está associado à ativação dos receptores opióides no sistema nervoso central. Avanços recentes no entendimento dos mecanismos que levam à sensação de prurido têm permitido medidas terapêuticas mais efetivas, especialmente nos pacientes com colestase.
Introdução
O prurido é uma das complicações mais debilitantes e angustiantes da colestase e que causa dificuldades tanto para o paciente e seus familiares como para o hepatologista que o acompanha. Defini-se prurido como uma sensação incômoda na pele que leva o indivíduo a coçar a parte afetada, mesmo na ausência de lesão primária no local.
ClínicaO prurido é uma das complicações mais debilitantes e angustiantes da colestase e que causa dificuldades tanto para o paciente e seus familiares como para o hepatologista que o acompanha. Defini-se prurido como uma sensação incômoda na pele que leva o indivíduo a coçar a parte afetada, mesmo na ausência de lesão primária no local.
O prurido pode surgir tanto na colestase aguda como na crônica de causa intra ou extra-hepática, ocorrendo em 20% a 50% dos pacientes ictéricos. Pode ser localizado ou generalizado, contínuo ou intermitente. É, às vezes, relatado como uma sensação de queimação, formigamento ou de um inseto caminhando sobre a pele (que foi o meu caso). Inicia-se, em geral, na palma das mãos e planta dos pés, e progride para superfície extensora dos membros superiores, face, ouvido e região superior do tronco.A sua intensidade também é variável, podendo ser leve, moderada ou intensa. Nos casos leves, dificilmente ocorrem perturbações das atividades normais do indivíduo, o que é mais freqüente nos de intensidade moderada, inclusive com alterações importantes do sono. Nos casos intensos, pode levar o indivíduo a idéias de suicídio ou mesmo a cometê-lo.A intensidade pode variar no decorrer do dia e, também, de um dia para o outro. É mais intenso nos pacientes do sexo feminino e se exacerba no período menstrual, NA GRAVIDEZ e com o uso de estrógenos. Regride quando se instala a falência hepática, e não apresenta correlação com os níveis de fosfatase alcalina (FA), gama-glutamiltransferase (GGT), bilirrubinas (BTF) ou concentração sérica de sais biliares.É de difícil alívio, levando o paciente a utilizar instrumentos pontiagudos, tais como escovas, garfos, facas e chaves de fenda para provocar escoriações e, assim, melhorar o incômodo.
Etiopatogenia
Apesar de todos avanços ocorridos na última década em relação aos mecanismos envolvidos na gênese do prurido na colestase, sua etiologia permanece desconhecida.
Etiopatogenia
Apesar de todos avanços ocorridos na última década em relação aos mecanismos envolvidos na gênese do prurido na colestase, sua etiologia permanece desconhecida.
A dor e o prurido são transmitidos pelas mesmas vias nervosas. Sabe-se que o prurido é transmitido por uma subpopulação de nociceptores polimodais e que se sobrepõem aos demais nociceptores, portanto, em última instância, a informação correta, dor ou prurido, é de interpretação do córtex cerebral. As terminações nervosas livres são mais abundantes nas regiões sem folículo piloso, o que explicaria o motivo pelo qual o início do sintoma, na colestase, ocorre nessas regiões (palmas das mãos e plantas dos pés).
Tratamento
O tratamento do prurido da colestase deve levar em consideração aspectos fisiopatológicos e, portanto, a terapêutica ideal deve ser com uma combinação de medidas gerais e drogas que podem variar de um paciente para outro.
O tratamento do prurido da colestase deve se iniciar por medidas gerais, sendo fundamental a hidratação da pele para evitar o seu ressecamento, o qual estimula ainda mais o prurido. Outro aspecto é o de manter as unhas das mãos bem aparadas e incentivar o uso de mangas e meias compridas, assim como luvas, principalmente à noite, no sentido de se evitar escoriações, infecções secundárias.
O tratamento do prurido da colestase deve se iniciar por medidas gerais, sendo fundamental a hidratação da pele para evitar o seu ressecamento, o qual estimula ainda mais o prurido. Outro aspecto é o de manter as unhas das mãos bem aparadas e incentivar o uso de mangas e meias compridas, assim como luvas, principalmente à noite, no sentido de se evitar escoriações, infecções secundárias.
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